sábado, 16 de setembro de 2017

Delegação da Polisario reúne com Köhler em Nova Iorque


O ex-presidente alemão e atual Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental

Nova Iorque, 15 de setembro de 2017 (SPS)- Uma delegação da Frente Polisario, liderada pelo coordenador saharaui com a Minurso, Mohamed Khadad, reuniu-se esta quinta-feira em Nova Iorque com o novo enviado pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental, Horst Köhler.

A reunião, que teve lugar na presença do representante da Frente Polisario junto da ONU, Ahmed Bukhari, permitiu uma troca de opiniões e informação sobre o processo da ONU no Sahara Ocidental.
Este primeiro contacto oficial também se centrou nas perspetivas deste processo no âmbito da missão solicitada a Kohler pelo Conselho de Segurança e pelo secretário-geral das Nações Unidas com vista a conseguir uma solução justa e duradoura que garanta o direito inalienável do povo saharaui à livre determinação e independência.
A Frente Polisario reiterou ante o novo enviado Pessoal do SG da ONU a sua vontade de cooperar com vista à solução da questão saharaui.

Espera-se que o novo enviado da ONU, que sucede a Christopher Ross, apresente o seu primeiro relatório sobre o Sahara Ocidental num prazo de seis meses.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Marrocos 54.ª potência militar a nível mundial e 7.ª em África




13 setembro 2017 – A sua vizinha Argélia é a 25.ª potência militar mundial e a 2.ª em África, seguida da Etiópia, Nigéria, África do Sul, Angola e Marrocos. O Egipto continua a ocupar em 2017 o lugar de primeira potência militar entre os países de África.
Não obstante o esforço colocssal que tem feito, Marrocos continua longa da potência militar argelina que procura a todo o custo ultrapassar.
Esse ranking é estabelecido pelo The Global Power Index 2017, que examina o poder militar das forças armadas dos países do globo. Publicado todos os anos pelo Global Fire Power, um instituto americano especializado em questões de defesa, o Índice 2017 estudou as forças armadas de 133 países do mundo, entre os quais 33 países na África.
A nível mundial os dados não se alteraram. Os EUA continiuam a liderar com a Rússia em 2.º lugar, a China em 3.º e a Índia em 4.º. Portugal ocupa o 62.º lugar do ranking.

Ranking mundial das Forças Armadas (África):

Egipto –                       10.º
Argélia –                      25.º
Etiópia -                      41.º
Nigéria –                      43.º
África do Sul-              46.º
Angola –                      51.º
Marrocos -                  54.º
Sudão –                      71.º
Líbia –                        73.º
R. D. do Congo –         76.º
Quénia –                    77.º
Tunísia –                    78.º
Zimbabwe –               81.º
Zâmbia –                   85.º
Tchad –                     88.º
Uganda –                  92.º
Tanzânia –                96.º
Sul-Sudão –               99.º
Ghana –                  101.º
Botswana –             107.º
Moçambique –        109.º
Camarões –            111.º
Niger –                   114.º
Costa do Marfim –    116º
Mali –                     117.º
Congo –                  118.º
Madagascar –          119.º
Gabão –                  120.º
Namíbia –               127.º
Somália –                128.º
R. Centrofricana –   129.º
Mauritânia –            130.º
Serra Leoa –            131.º

Fonte: Maroc Leaks


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Tribunal marroquino condena 26 ativistas da região do Rif a um total de 53 anos de prisão




Rabat, 08 set (Lusa) – O Tribunal de primeira instância de Al-Hociema (nordeste de Marrocos) condenou hoje 26 ativistas do Rif a um total de 53 anos de prisão efetiva por participação nos protestos sociais nesta região, disse fonte da defesa.

O advogado Rachid Belaali, citado pela agência de notícias espanhola Efe, explicou que estes ativistas foram condenados a entre um e três anos de prisão e ao pagamento de multas cujo valor ascende até 5.000 dirham (cerca de 500 euros).

Os ativistas, na maioria jovens, foram presos por participação numa manifestação ocorridos em 13 de agosto em Imzuren, 15 quilómetros a sul de Al-Hoceima, a capital do Rif.

Belaali assinalou que a defesa dos indiciados já recorreu das sentenças, que considerou “cruéis”.

Após sete meses de protestos, as autoridades iniciaram em maio detenções em massa de líderes, ativistas e manifestantes do Rif, permanecendo atualmente 216 sob detenção, com 46 a aguardarem julgamento na prisão de Ukacha, em Casablanca, e outros 169 na prisão regional de Al-Hoceima.

Na passada terça-feira, a organização de direitos humanos Human Rights Watch (WRH) pediu ao rei Mohamed VI de Marrocos que ordene uma investigação “séria” das denúncias de torturas da polícia contra ativistas do Rif detidos.

Apesar da prisão de toda a liderança do movimento, e cujo julgamento se inicia na próxima terça-feira, os protestos sociais e a tensão permanecem de forma esporádica em Al-Hoceima e nas povoações vizinhas.

As populações locais exigem a libertação dos detidos, a construção de uma universidade e de um hospital oncológico, e ainda mais postos de trabalho e a desmilitarização desta região do norte de Marrocos.



quarta-feira, 6 de setembro de 2017

ONU sublinha importância de solucionar o conflito do Sahara Ocidental




Nova Iorque, 06/09/2017 (SPS)- No seu relatório sobre a questão do Sahara Ocidental, apresentado à 73ª sessão ordinária da Assembleia Geral, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, sublinhou a importância de solucionar o conflito no Sahara Ocidental, expressando a sua vontade de levar as duas partes, a Frente Polisario e Marrocos, à mesa de negociações com “uma nova dinâmica”, com o objetivo de encontrar uma solução política que garanta a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental.

O secretário-geral afirma no seu relatório a “necessidade de solucionar o conflito do Sahara Ocidental o mais breve possível, para que a região possa enfrentar os desafios da segurança, económicos e o drama humanitário, mediante esforços coordenados”.

O relatório acrescenta que apesar das iniciativas dos sucessivos enviados pessoais do Sahara Ocidental no que se refere à criação do adequado quadro para a solução, não se registou avanço algum.

Neste âmbito, António Guterres informou a Assembleia Geral da ONU da recente evolução da questão, incluindo os obstáculos colocados por Marrocos à MINURSO e a sua violação do cessar-fogo em Guergarat (extremo sul do território do Sahara Ocidental ocupado).

O relatório destaca a vontade da Frente Polisario, único representante legal do povo saharaui, em reatar as negociações para solucionar o conflito.

Refira-se que o relatório do secretário-geral cobre o período de 1 de junho de 2016 a 1 de julho de 2017 e resume o último relatório sobre o Sahara Ocidental apresentado ao Conselho de Segurança da ONU.



terça-feira, 5 de setembro de 2017

Central Única de Trabalhadores do Brasil aprova moção de apoio à luta do Povo Saharaui




São Paulo, 05 de setembro de 2017 (SPS)- A Central Única de Trabalhadores de Brasil (CUT), reunida em congresso extraordinário na cidade de São Paulo, acaba de aprovar uma moção de apoio à luta do povo saharaui.

A CUT, em nome do sagrado princípio de autodeterminação dos povos, apoia a luta do povo saharaui pela sua emancipação e liberdade.


A central sindical defende na sua moção que o povo saharaui tem direito à independência e a decidir democraticamente de forma direta o seu destino nas urnas, através da realização de um referendo tal como é contemplado no acordo de paz de 1991, mas que todavia ainda não se realizou.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O intento marroquino de ganhar tempo no conflito do Sahara Ocidental é um objetivo perdido


Fatma El-Mahdi


Argel, 04/09/2017 (SPS)– A secretária-geral da União Nacional de Mulheres Saharauis  (UNMS) e membro do Secretariado Nacional da Frente Polisario, Fatma El-Mahdi afirma em entrevista ao periódico argelino “Al Hiwar” que o intento marroquino de ganhar tempo no conflito do Sahara Ocidental é um objetivo perdido.

Fatma El-Mahdi argumenta que Marrocos vive a nível interno uma situação precária e uma crise que se agrava cada vez mais.

Fatma afirma que já é tempo de convencer a comunidade internacional que o povo saharaui é um povo pacífico que luta para conseguir os seus direitos legítimos à liberdade e à independência.

a secretária-geral da União Nacional de Mulheres Saharauis acrescenta que Marrocos deve colaborar com todas as partes internacionais para se chegar a uma solução justa e pacífica que garanta o direito do povo saharaui à autodeterminação.


Fatma El-Mahdi aborda na entrevista as diferentes fases da luta das mulheres saharauis  e a sua resistência em defender a pátria e os direitos legítimos do povo saharaui, demostrando desta forma ao mundo que a mulher saharaui merece todo o respeito e consideração pelo seu sacrifício e a sua defesa dos valores da liberdade e da dignidade.

sábado, 2 de setembro de 2017

Jornalista Mohamed Bambari humilhado pelas autoridades de ocupação



Logo que foi conhecido o relatório publicado pela organização dos EUA “Freedom Now”  (Morocco: Two Years Since Arrest of Journalist Mohamed Al-Bambary) sobre o sofrimento do jornalista periodista Mohamed Bambari, as autoridades de ocupação trataram logo de exercer represálias contra ele.

O relatório refere o sofrimento que tem padecido o periodista saharaui após dois anos de prisão a que se juntam muitas perseguições políticas pelas suas atividades dedicadas a mostrar aquilo que é o regime de ocupação marroquina sobre o Sahara Ocidental. Bambari encontra-se detido na prisão de Ait Melloul em Marrocos, onde é tratado pelas forças prisionais com humilhações constantes e maus tratos.

Numa chamada telefónica para este meio de comunicação, a família do jornalista Bambari informou-nos que o contacto com o seu filho foi cortado há já algum tempo, após ter avisado a sua família das torturas físicas e psicológicas que sofria no cárcere pelo pessoal do centro penitenciário marroquino.

A irmã assegura que o seu irmão e toda a família passam por este sofrimento há já dois anos. O jornalista é da cidade de Dakhla (no extremo sul do Sahara Ocidental), onde foi detido devido às suas atividades mediáticas e políticas.
As autoridades isolaram Bambari numa cela que compartilha com presos muito perigosos, tendo estes sido incitados pelo pessoal penitenciário a obriga-lo a dizer “viva Marrocos”, a cantar o hino monárquico marroquino e a insultar os saharauis.




terça-feira, 29 de agosto de 2017

Moçambique condena ação de Marrocos contra delegação da República Saharaui


O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Moçambique condenou hoje, em comunicado, a atuação de uma comitiva de Marrocos contra uma delegação da República Árabe Saharaui Democrática, durante uma conferência em Maputo.

O Governo moçambicano classificou como “deplorável” o comportamento da delegação marroquina, “que revela uma chocante falta de compostura e de respeito”, lê-se no documento.

Em causa, confrontos verbais e físicos entre membros das comitivas dos dois países ocorridos na tarde de quinta-feira durante a abertura da reunião ministerial da Conferência de Tóquio para o Desenvolvimento de África (TICAD, sigla inglesa) no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.

A República Saharaui reivindica soberania sobre o território do Sahara Ocidental, antiga colónia espanhola que, por sua vez, Marrocos reclama como parte do seu reino.

Como membro da União Africana, cujos membros tiveram assento na reunião de Maputo, a República Saharaui também teve o seu lugar.

“Não obstante este facto, lamentavelmente, a delegação do Reino do Marrocos, completamente fora do seu mandato, usurpou as competências dos coorganizadores e do país anfitrião ao outorgar-se o direito de controlar os acessos (…) tendo mesmo recorrido a atos de violência”, refere o comunicado do MNE moçambicano.

“Face a esta situação, o Governo de Moçambique viu-se forçado a manter a ordem de modo a garantir a segurança dos demais participantes e assegurar a realização do evento, com destaque para a cerimónia de abertura, com a presença do Chefe de Estado de Moçambique”, acrescentou.

Sendo Marrocos membro da União Africana, Moçambique manifestou ainda “estranheza e repugnância por este comportamento contra um outro membro da organização, uma violação inaceitável dos princípios que regem o relacionamento são entre os Estados”, lê-se no comunicado do MNE.


Os trabalhos da TICAD decorreram entre quarta e sexta-feira da última semana, em Maputo.

Terrorismo extremista ou serviços secretos?




Os ataques terroristas de Barcelona trazem-nos à lembrança os atentados na estação de caminhos-de-ferro de Madrid (Atocha) na primavera de 2004. Temos que colocar aquela que é a pergunta fundamental: Qual o ponto de cooperação entre Espanha e Marrocos no âmbito da segurança e inteligência, à luz da descoberta dos autores dos ataques que, na sua maioria, são de nacionalidade ou origem marroquina?

Em Marrocos, mais de quarenta ano depois da independência, a esquerda constituia um verdadeiro desafio para o sistema e para o trabalho realizado por Hassan II o qual, com o objetivo de a erradicar, fez grandes esforços utilizando todos os métodos ao seu alcance, até ao ponto de estabelecer alianças com dirigentes takfiris «extremistas».

Quando Mohammed VI tomou as rédeas do poder, confrontou-se diretamente com grupos do islamismo político, como o movimento islâmico ‘Justiça e Caridade’, que oferece um programa alternativo à monarquia marroquina, como anunciou o seu fundador, que vaticinou o desaparecimento da mesma.

Num novo capítulo da confrontação, a 16 de maio de 2013 produziu-se o atentado em Casablanca, o qual foi considerado como o mais sangrento na história do país. Sobre o mesmo geraram-se muitas dúvidas, suspeitando-se que que por detrás do mesmo esteve o próprio regime, para dar o máximo poder ao rei e à sua “entourage”.

Estes acontecimentos coincidiram com os progressos da proposta do ex-enviado pessoal do SG das Nações Unidas para o Sahara Ocidental, James Baker, com o objetivo de resolver o conflito entre Marrocos e a Polisario. A mesma fracassou devido à pressão franco-espanhola, esgrimindo a recusa de que qualquer solução que não favorecesse Marrocos poria em perigo a segurança e a estabilidade da margem norte do Mediterrâneo.

Com os últimos acontecimentos, Rabat exerce uma tripla pressão sobre os seus parceiros europeus: seja congelando os convénios de cooperação em termos de segurança e inteligência ou abrindo os pontos fronteiriços com Espanha a vagas de emigrantes procedentes da África subsahariana ou, também, através das redes de tráfico de cannabis marroquino, que é a fonte financeira dos grupos terroristas.

Os peritos em segurança e terrorismo começaram a suspeitar de Marrocos e dos seus serviços secretos depois dos atentados de Madrid de 2004. No entanto, todos os esforços por conseguir mais segurança na Europa viram-se frustrados pela penetração de Rabat nas instâncias decisórias de França e Espanha, a que se soma o benefício que obtêm os grupos de lobby por parte dos serviços secretos marroquinos.

Há uns meses, a revista ‘Foreign Policy’ publicou uma investigação intitulada “Marrocos, bastião do terrorismo global”, que revela as condições que que abriu o caminho à participação de um grande número de marroquinos nas fileiras dos grupos terroristas. A publicação defende que o desprezo do Estado marroquino pela população do Rif, deu lugar a que grupos salafistas aproveitassem o vazio estatal para mobilizar discursos extremistas entre os jovens, criando mecanismos para os implementar mais tarde em Paris e Molenbeek (na região de Bruxelas). Importa recordar que a região do Rif leva mais de cem anos exigindo os seus direitos fundamentais. Mas essas reivindicações e exigências foram tratadas com indiferença e marginalização, já que o regime marroquina continua a contar com o apoio absoluto dos seus aliados europeus e os países do Golfo.

Surpreendentemente, o rei de Marrocos, dois dias depois dos acontecimentos terroristas em Barcelona, indultou um grupo de terroristas (uum deles considerado muito perigoso, segundo a imprensa marroquina), ao mesmo tempo que oprime e aprisiona ativistas pacíficos no Rif e em Marrocos.

A inteligência marroquina tem um historial que confirma a sua participação na cooperação com as redes de tráfico de drogas, o crime organizado e o terrorismo na região do Sahel e Europa, como o demonstraram os documentos que Chris Coleman revelou (http://www.arso.org/ColemanPaper.htm). O ano passado, coincidindo com o conflito de Marrocos com as Nações Unidas e a sua missão no Sahara – a MINURSO –, e em linha com a posição oficial de Marrocos, o porta-voz da organização terrorista Al Mourabiton ameaçou atacar a missão da ONU.

Há pouco tempo, nos Estados Unidos, foi apresentado um projeto de lei denominado «Jasta» (https://en.wikipedia.org/wiki/Justice_Against_Sponsors_of_Terrorism_Act), em que se acusa responsáveis sauditas pelas suas relações com os seus cidadãos que participaram nos ataques terroristas do 11 de setembro de 2001. O então presidente dos EUA (Barack Obama) afirmou que a luta contra o terrorismo baseia-se na eliminação das bases da organização que se encontram na Arábia Saudita e nos países do Golfo. Será que os investigadores dos atentados de Barcelona detetarão a relação entre os serviços secretos marroquinos e os executores das operações e porão a nu o terrorismo marroquino; ou a cumplicidade e os interesses dos políticos europeus com Rabat serão um obstáculo a que isso possa vir a ocorrer?

Por Ahmed Ettanji, jornalista saharaui

Fonte: Naiz

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil reafirma o seu apoio à luta do povo saharaui




São Salvador da Bahia, 29/08/2017 (SPS) - A Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil (C.T.B.), no seu IV Congresso reunido na cidade de S. Salvador da Bahia nos dias 24 a 27 de agosto de 2017, aprovou uma moção de apoio à luta do povo saharaui pela autodeterminação e a independência.

A central sindical saúda o povo saharaui pela sua heróica luta de mais de quatro décadas e condena a violação sistemática dos direitos humanos nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental, como se manifestam nas brutais sentenças proferidas pelo tribunal marroquino contra ativistas saharauis dos direitos humanos condenados a penas que vão desde a cadeia perpétua a, 30, 25, e 20 anos de prisão, sem nenhuma prova concreta como o testemunharam os observadores internacionais presentes no julgamento.

A moção aprovada por unanimidade no plenário, apoia as reivindicações saharauis à autodeterminação e independência, e exige o respeito pelos direitos humanos, a libertação de todos os presos políticos, o fim da exploração dos recursos naturais do Sahara Ocidental.


O embaixador saharaui Emboirik Ahmed, convidado para o Congresso teve oportunidade de manter reuniões de trabalho  com delegações provenientes de diferentes países.

domingo, 27 de agosto de 2017

Autoridades marroquinas agridem membros da delegação de ativistas que participaram na Universidade de Verão de Quadros saharauis




El Aaiún (capital ocupada do Sahara Ocidental), 27 de agosto de 2017 (SPS)- As autoridades de ocupação marroquinas agrediram este sábado a delegação de ativistas saharauis representantes das Zonas Ocupadas.

A delegação regressava a El Aaiún após ter participado nos trabalhos da oitava edição da Universidade de Verão de Quadros saharauis que decorreu na cidade de Boumèrdes, na Argélia, onde puderam dar testemunho da repressão brutal exercida pelo ocupante marroquino contra a população saharaui que vive nas zonas ocupadas do Sahara Ocidental.

 Alguns dos integrantes da delegação receberam maus tratos. O ocorrido teve lugar no aeroporto da cidade de el Aaiún.

Said Had-dád, Abdal-laheAsbaee, Amaina Abaali, Ajyarhum Aalia, Dakala Zaidán, Raguilla Hauasi, Maaluma Abadal-lahe, Sultana Jaya y Salha Btenguiza receberam cacetadas e insultos por parte da polícia marroquina.

A delegação saharaui de direitos humanos já havia sido retida no aeroporto de Casablanca em Marrocos. Foi isolada do resto dos passageiros e os seus membros foram inspecionados de maneira provocatória e humilhante tendo-lhes sido confiscados os seus pertences.


Preso político saharaui Embarek Daoudi em greve fome em protesto pela agressão à sua família



Bouzakarn, 27 de agosto de 2017 (SPS)- O preso político saharaui Embarek Daoudi viu-se obrigado a realizar uma greve de fome de 48 horas a partir de 26 de agosto de 2017 na sua cela da prisão local de Bouzakarn, Marrocos, em protesto pela agressão física de que foi alvo a sua família.
O preso político saharaui de 62 anos, realiza esta greve apesar do seu deteriorado estado de saúde. Daoudi já foi transferido por diversas ocasiões para centros de saúde em razão do seu estado físico.
Os membros da família do preso político saharaui foram agredidos física e verbalmente a 25 de agosto de 2017 quando protestavam diante da sede de Delegação de Subsistência na sequência da suspensão pelas autoridades marroquinas dos seus subsídios mensais.
Esses montantes, segundo a nossa fonte, não são mais do que uma ajuda social a que a família tem direito desde 2011 sem que lhe fosse retirada.
Esta “ajuda” foi negada aos seus filhos Omar e Muhammad e a sua esposa Jadija.
O preso político saharaui Embarek Daoudi foi detido a 29 de setembro de 2013 pelo seu ativismo político.

sábado, 26 de agosto de 2017

Marrocos utiliza a confrontação e o caos na tentativa de dividir a União Africana





Maputo, 25 de agosto de 2017 (SPS)- A diplomacia marroquina utilizou uma nova política nos seus esforços permanentes para romper a unidade dos africanos, utilizando a violência e o caos durante a reunião em Maputo, capital de Moçambique, à margem da 6ª reunião ministerial da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África
A altercação diplomática entre as delegações saharaui e marroquina provocada por Marrocos desde o primeiro dia da Conferência não teve êxitoantes pelo contrario, a atitude marroquina teve que enfrentar uma África decidida a defender  as decisões e princípios da União Africana.

A delegação marroquina, que era chefiada por Nasser Bourita, recorreu ao uso da violência e provocou o caos os elementos da segurança moçambicanos, depois da União Africana ter convencido o seu parceiro japonês a respeitar o direito de todos os países membros da organização. O comportamento pouco diplomático dos membros da delegação marroquina levaram-na a um isolamento político e diplomático.

A cerimónia de inauguração teve lugar sob os auspícios do Presidente de Mozambique, Filipe Nyussi, na presença do Ministro de Negócios Estrangeiros japonês, Taro Kono e representantes do Banco Mundial, do PNUD, do Departamento de Coordenação da ONU com a União Africana e o Vice-presidente da Comissão da União Africana (UA), o Embaixador Thomas Kwesi Quartey, o qual agradeceu ao Japão como parceiro estratégico de África pela sua contribuição construtiva para o êxito desta reunião ministerial respeitando as decisões da UA relativas à participação de todos os Estados membros sem exceção.

Marrocos não teve êxito na sua tentativa de  boicotar a reunião ministerial conjunta entre Japão e a África (6ª reunião ministerial da Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África) realizada na capital de Moçambique, Maputo, entre 23 e 25 de agosto de 2017, o que levou membros da delegação marroquina a tentar agredir  físicamente a delegação saharaui e a do país anfitrião.

No evento participaram países europeus, China, Rússia, o corpo diplomático, grupos económicos regionais, imprensa internacional, empresas japonesas privadas, o setor privado africano, sociedade civil peritos internacionais em desenvolvimento.

Há que que assinalar que Marrocos entrou numa nova dinâmica caracterizada por uma confrontação direta e provocatória com  os órgãos e instituições da União Africana, seus Estados membros, assim como com os seus parceiros e instituições internacionais.

Isto ocorre apenas oito meses depois da adesão de Marrocos à União Africana em janeiro de 2017. Com esta adesão Marrocos pretende alterar as decisões da União Africana relacionadas com a questão saharaui e preparar o terreno para expulsão da República Saharaui do seio da UA.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) vai organizar Conferência de Solidariedade com o Sahara Ocidental




A XXXVII Cimeira Ordinária de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) aprovou uma moção em que pede a convocação de uma Conferência de Solidariedade da SADC com o Sahara Ocidental.

A cimeira que encerrou os seus trabalhos este domingo em Pretoria, República da África do Sul, expressou a sua preocupação pelo facto do colonialismo no continente mão ter ainda sido erradicado.

Segundo o comunicado final publicado após o termo da cimeira, os resultados serão comunicados à Comissão da União Africana.

A XXXVII Cimeira Ordinária da SADC advogou a promoção da industrialização e de construção de infraestruturas na África Austral.

A SADC, fundada em 1980, é um grupo regional integrada por 15 Países: Angola, Botsuana, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, Zimbabué, África do Sul, República Democrática do Congo e Ilhas Seychelles.



domingo, 20 de agosto de 2017

Brasil: intercâmbio académico entre a Frente Polisario e a Universidade Federal de Integração Latino-americana

Brasília, 20 de agosto de 2017 (SPS)-. O Embaixador Emboirik Ahmed, representante da Frente Polisario no Brasil, reuniu-se esta quinta-feira na Câmara de Deputados em Brasília com o novo reitor da UNILA-Universidade Federal de Integração Latino-americana, com sede na Foz do Iguaçu, estado do Paraná.


No encontro abordaram o intercâmbio académico e cultural. O reitor demonstrou muito interesse na área do cinema, já que a UNILA e a Universidade (saharaui) de Tifariti dispões de cursos nesta área. O reitor mostrou também interesse em exibir documentários e patrocinar um curso de extensão universitária sobre a história do Sahara Ocidental.

Sahara Ocidental: União Europeia insta as partes a comprometerem-se com uma solução coerente com as diretivas do Conselho de Segurança


 

Bruxelas, 20 de agosto de 2017 (SPS/APS)-  A União Europeia (UE) congratulou-se com a nomeação do ex-presidente alemão Horst Köhler como enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental e continua “animando as partes na procura de uma solução de acordo com as diretrizes do Conselho de Segurança e os princípios da Carta das Nações Unidas”.

"Congratulamo-nos com a nomeação do ex-presidente Horst Köhler como enviado pessoal do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Sahara Ocidental e a UE espera trabalhar com ele". Continuamos a incentivar todas as partes a "Participar na busca cooperativa de uma solução de acordo com as diretrizes do Conselho de Segurança e os princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas", disse o porta-voz da UE em comunicado.


Köhler substitui o norte-americano Christopher Ross, que terminou o seu mandato em abril após anos de tensões entre a ONU e Marrocos sobre o território ocupado do Sahara Ocidental há mais de 40 anos por  parte de Marrocos.

sábado, 19 de agosto de 2017

Brahim Ghali adverte presidente do Conselho Europeu por a grave situação causada pelo ilegal julgamento de Gdeim Izik


Brahim Ghali e Donald Tusk


Bir Lehlu, 14/08/2107 (SPS)-  O Presidente da República Saharaui e Secretário-Geral da Frente Polisario, advertiu o Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, para a gravidade da situação na sequência do ilegal julgamento marroquino dos presos políticos saharauis do Grupo de Gdeim Izik, e que terminou com a divulgação de penas que oscilam entre os 20 ano de prisão e prisão perpétua.

O chefe de Estado informou o responsável europeu, que as recentes condenações são semelhantes às proferidas pelo tribunal militar em 2013 contra os mesmos presos políticos. O processo judicial civil foi montado para ocultar  as represálias contra os cidadãos saharauis que reclamam a aplicação das resoluções da ONU, através do exercício do direito de autodeterminação do povo saharaui.

Brahim Ghali chama também a atenção do Presidente do Conselho Europeu, para o sucedido a 8 de novembro de 2010, quando as forças de repressãi marroquinas desmantelaram violentamente o acampamento de protesto de Gdeim Izik, contra a ocupação marroquina. Desmantelamento que causou múltiplas vítimas saharauis e danos materiais.

O Presidente da República considerou que as condenações constituem uma grave evolução no historial do Estado marroquino, pejado de violações de direitos humanos no Sahara Ocidental. E que ao longo dos 7 anos de processos judiciais, Marrocos ignorou os apelos de organizações de DDHH, testemunhos dos pesos e dos observadores internacionis.

Por outro lado, o líder saharaui reafirma, que do ponto de vista do direito internacional e do direito internacional humanitário, Marrocos não tem jurisdição sobre o Sahara Ocidental, já que são dois Estados distintos e separados; o que foi confirmado pela sentença do Tribunal Europeu de Justiça, no acórdão de 26 de dezembro de 2016.

Por último,  Presidente saharaui pede a intervenção do Presidente do Conselho Europeu para libertar os presos políticos saharauis em cárceres marroquinos e a pôr termos aos impedimentos que impões o ocupante Marrocos para bloquear os esforços da ONU para encontrar uma saída para o conflito.



sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Frente Polisario condena o atentado terrorista em Barcelona

A Frente Polisario e as autoridades da RASD expressam a “sua mais enérgica condenação e repulsa pelo execrável e brutal ataque terrorista perpetrado ontem em Barcelona”.

Nestes momentos de dor, em nome do povo e do seu governo, quero transmitir a sua solidariedade e as suas mais sentidas condolências pelos mortos, assim como os desejos de pronto restabelecimento para os feridos” – afirma Jira Bulahi, Delegada da Frente Polisario em Espanha, em mensagem dirigida às autoridades deste país.

E acrescenta: “expressamos a nossa mais rotunda condenação a este atroz e cobarde ataque, e o apoio absoluto das autoridades saharauis aos familiares das vítimas. O povo catalão e os povos do Estado espanhol ter-nos-ão sempre a seu lado para combater a todos aqueles que, valendo-se da violência, queiram atacar e desestabilizar as nossas sociedades”.


Frente a estes vis atos, o governo e o povo saharaui, reiteram o seu pleno compromisso na luta contra qualquer tipo de terrorismo, e todas as formas de violência contra inocentes”.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O alemão Horst Köhler nomeado Enviado Pessoal do SG da ONU para o Sahara Ocidental



O secretário-geral da ONU, António Guterres, anunciou hoje a nomeação de Horst Köhler, ex-presidente da República Federal da Alemanha, como seu Enviado Pessoal para o Sahara Ocidental.

O novo Enviado Pessoal sucede a Christopher Ross, dos EUA, que completou sua missão em 30 de abril de 2017. O Secretário-Geral agradece os incansáveis ​​esforços e dedicação de Ross para facilitar as negociações entre as partes, a fim de alcançar um objetivo justo, durável e uma solução política mutuamente aceitável, que preveja a autodeterminação do povo do Sahara Ocidental.

Horst Köhler aporta mais de 35 anos de experiência em organizações governamentais e internacionais, inclusive como Presidente da República Federal da Alemanha (2004-2010), Diretor do Fundo Monetário Internacional em Washington, DC (2000-2004) e Presidente do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento em Londres (1998-2000). Köhler também atuou como Secretário de Estado no Ministério Federal das Finanças (1990-1993) antes de ser nomeado Presidente da Associação Alemã do Banco de Poupança (1993).

Horst Köhler formou-se na Universidade Eberhard Karls de Tübingen em Economia Pública e Ciências Políticas em 1969. Doutorou-se em Economia em 1977 e foi professor honorário na Universidade de Tübingen desde 2003.
Nascido em 1943, Horst Köhler é casado e tem dois filhos.
Fonte: ONU



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Sahara Ocidental – Mulheres sob ocupação




Por Isabel Lourenço – Activista de Direitos Humanos, Membro da Fundación Sahara Occidental, Colaboradora de www.porunsaharalibre.org – 07/08/2017

Após a invasão de Marrocos do território do Sahara Ocidental em 1975, a população saharaui ficou dividida. Uma parte da população (na sua maioria mulheres e crianças) fugiu dos bombardeamentos de Napalm e fósforo branco e construiu campos de refugiados no sul da Argélia, outra parte da população vive na diáspora (Espanha, França e outros países da Europa) e parte ficou no território vivendo sob ocupação. Os territórios ocupados estão isolados por um muro de 2720km altamente militarizado, sendo a área mais minada do mundo per capita. Os territórios ocupados do Sahara Ocidental estão assim completamente sob o controle de Marrocos que transformou esta região numa prisão a céu aberto. O acordo de cessar-fogo de 1991 nunca foi respeitado por Marrocos não se havendo realizado até ao momento o referendo de autodeterminação que foi a base para este acordo. O Sahara Ocidental é a última colónia de África.

Um grande segmento da população feminina saharaui vive sob ocupação no Sahara Ocidental: Embora os Territórios Ocupados não sejam facilmente acessíveis para observadores internacionais, entrevistei dezenas de mulheres saharauis não só no Sahara Ocidental ocupado, mas também em Marrocos, Espanha, Portugal e outros países europeus. Elas estão sujeitas a uma grande variedade de injustiças e violações dos direitos humanos às mãos das forças de segurança marroquinas, e as suas experiências são fonte de informação sobre a dinâmica intra-conflito, bem como do movimento pela mudança, a resistência não violenta e o seu inabalável desejo de viver num Sahara Ocidental livre e independente. Apesar da discriminação generalizada, abuso e marginalização, as mulheres saharauis nos Territórios Ocupados conseguiram manter a sua participação ativa nas esferas da vida pública e privada.

Todo o artigo em:


http://porunsaharalibre.org/pt/2017/08/sahara-occidental-mujeres-ocupacion/